Guerra no Médio Oriente

Trump deverá visitar Israel no domingo, admite Presidência israelita

Netanyahu convidou Trump para um discurso perante o parlamento (Knesset) durante a próxima visita a Israel, após uma conversa "conversa emocionada" na qual os dois trocaram parabéns por uma "conquista histórica".

Trump deverá visitar Israel no domingo, admite Presidência israelita
Kevin Lamarque

A Presidência israelita admitiu esta quinta-feira a possibilidade de Donald Trump se deslocar domingo a Israel, no quadro do acordo de cessar-fogo e de libertação de prisioneiros e de reféns em Gaza, mediado pelo Presidente norte-americano.

"Tendo em conta a esperada libertação dos reféns e a próxima visita do Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, a Israel, [o Presidente de Israel, Isaac Herzog] decidiu cancelar um evento público [na sua residência], que estava agendado para domingo, 12 de outubro de 2025", indicou o comunicado.

"A decisão foi tomada devido às restrições de segurança previstas em Jerusalém durante a visita e aos desenvolvimentos históricos que deverão ocorrer nos próximos dias", acrescentou a mesma nota.

Trump impulsionou o atual plano de paz e foi quem anunciou o acordo na quarta-feira, após vários dias de contactos indiretos entre as partes no Egito. 

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou abertamente nas redes sociais que o Presidente norte-americano merece ganhar o Prémio Nobel da Paz.

Netanyahu também convidou Trump para um discurso perante o parlamento (Knesset) durante a próxima visita a Israel, sem mencionar datas, após uma conversa "conversa emocionada" na qual os dois trocaram parabéns por uma "conquista histórica" que ainda não se materializou.

Primeiros passos em direção à paz

A primeira etapa do plano de paz contempla a libertação de quase dois mil prisioneiros palestinianos em troca do regresso a casa dos 48 reféns ainda em posse do Hamas. Israel estima que apenas 20 estejam vivos.

O grupo, que tem protagonizado ações terroristas em defesa da causa palestiniana, anunciou ter entregado a lista de prisioneiros que pretende ver libertados às autoridades israelitas, mas Israel ainda não se pronunciou.

Cerca de 250 são pessoas condenadas à pena perpétua e outras 1.700 são presos na sequência do atentado de 07 de outubro de 2023.

Está ainda prevista nesta fase a entrada de ajuda humanitária em Gaza e uma retirada parcial das Forças da Defesa de Israel.

Os militares hebraicos terão de ficar posicionados atrás da denominada "linha amarela", um perímetro de entre 1,5 e 6,5 quilómetros, consoante as zonas fronteiriças abrangidas.

Governo israelita já ratificou primeira fase do acordo

O Governo de Netanyahu já ratificou a primeira fase do projeto de paz em Gaza e o recuo das tropas deverá acontecer em 24 horas, havendo então 72 horas para a troca de reféns e prisioneiros entre as partes.

Na quarta-feira, Trump disse estar confiante de que a próxima segunda-feira será o dia da libertação dos reféns, embora possa ocorrer antes, segundo o plano.

Com Lusa