As Brigadas de Jerusalém, braço armado do grupo palestiniano Jihad Islâmica, anunciaram, esta quarta-feira, o seu "compromisso total" com o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas, em vigor desde 10 de outubro.
O novo porta-voz do grupo, Abu Hamza, indicou que a organização vai monitorizar o grau de cumprimento do acordo por parte do "inimigo", referindo-se a Israel, e acompanhar de perto os desenvolvimentos no terreno.
Num discurso gravado e transmitido na rede Telegram, a Jihad Islâmica realçou que a sua adesão ao acordo será proporcional às ações da outra parte e que continuará a vigiar eventuais incumprimentos.
Por outro lado, Abu Hamza, que apareceu encapuçado e vestido com um uniforme militar, anunciou a morte de oito membros do Conselho Militar das brigadas e de outros seis membros do seu Estado-Maior durante a ofensiva israelita de mais de dois anos na Faixa de Gaza, embora não tenha especificado quantos comandantes ainda estão vivos.
Luta armada vai prosseguir "até chegar a Jerusalém"
O porta-voz afirmou ainda que a "resistência" do grupo, que não reconhece a existência do Estado de Israel, vai continuar enquanto persistir a ocupação dos territórios palestinianos, e que a sua luta armada vai prosseguir "até chegar a Jerusalém".
A Jihad Islâmica foi fundada em 1981 e é considerada a segunda maior força política e militar na Faixa de Gaza, atrás do Hamas. Desde o início da guerra no enclave palestiniano, em 7 de outubro se 2023, os dois grupos lutam juntos.
Com Lusa

