Guerra no Médio Oriente

Reabertura da fronteira de Rafah oferece esperança para ajuda humanitária em Gaza

A circulação está limitada a 50 movimentos diários, permitindo a entrada de ajuda humanitária e a saída de doentes para tratamento no Egito. A reabertura poderá facilitar o regresso de palestinianos retidos no exterior e a entrada da Comissão Nacional para a Administração de Gaza, responsável pela gestão territorial.

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A fronteira de Rafah, entre Gaza e o Egito, acaba de reabrir nos dois sentidos. Trata-se de um ponto vital para a entrada de ajuda humanitária, mas, no entanto, a circulação está limitada a 50 movimentos por dia. 

Desde Maio de 2024 que a fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, em Rafah, estava fechada, por decisão de Israel. 

Também porque Israel decidiu, foi finalmente reaberta esta segunda-feira, se bem que de forma parcial e sem que tenham sido explicadas as exatas condições de circulação no único ponto em que se pode sair ou entrar na faixa de Gaza sem passar por Israel.   

Há quem reecontre a família dois anos depois

Há a esperança comecem a entrar ambulâncias, ajuda humanitária e palestinianos como Abu Watfa, que está no Cairo à espera de voltar para junto dos três filhos.

Saiu de Gaza para acompanhar a sogra durante os tratamentos médicos no Egito e só agora parece real a possibilidade de regressar, quase dois anos depois. 

Para entrar na Faixa de Gaza será preciso passar por postos de controlo. 

Também há quem queira sair da Faixa de Gaza. De acordo com Ministério da Saúde de Gaza, que atua sob a autoridade do Hamas, "quase 200 doentes" precisam de receber tratamento no Egito. 

Com a reabertura da fronteira talvez entrem em Gaza os 15 membros da Comissão Nacional para a Administração de Gaza, encarregados de gerir o território durante um período de transição sob a supervisão do Conselho de Paz presidido por Donald Trump. 

E, se isso acontecer, talvez parem os ataques israelitas. 

Novos ataques em Gaza

No sábado, novos ataques aéreos mataram mais 32 palestinianos, números da Defesa Civil de Gaza. 

Em teoria as tréguas começaram no dia 10 de outubro do ano passado. 

Israel alega que está a responder a violações do cessar-fogo.