Guerra Rússia-Ucrânia

Navalny critica ausência de sanções ocidentais sistemáticas contra oligarcas russos

Navalny critica ausência de sanções ocidentais sistemáticas contra oligarcas russos
Alexander Zemlianichenko
Opositor russo afirmou que só 46 dos 200 russos mais ricos estão submetidos a sanções pelos EUA, pela União Europeia (UE) e pelo Reino Unido.

O opositor russo Alexei Navalny, que está preso, criticou hoje a ausência de sanções ocidentais sistemáticas contra os oligarcas russos, pelo seu apoio ao regime de Vladimir Putin e à invasão militar russa da Ucrânia.

Em mensagem cheia de exemplos, divulgada nas redes sociais, afirmou que só 46 dos 200 russos mais ricos, segundo a classificação feita pela revista Forbes, estão submetidos a sanções pelos EUA, pela União Europeia (UE) e pelo Reino Unido.

Entre os exemplos avançados está o presidente do conglomerado do gás, Gazprom, Alexei Miller, não sujeito a sanções europeias, e Roman Abramovitch, não sancionado pelos EUA.

"As empresas de Abramovitch continuam a abastecer o Ministério da Defesa russo. Como é possível que não estejam sob sanções?", questionou. "Não se pode esperar uma divisão no seio das elites de Putin, em relação à guerra, se apesar de tanta conversa, não se usa o pau contra elas e se deixam que guardem as suas cenouras", acrescentou Navalny.

Propôs em concreto que qualquer personalidade russa que apoiasse publicamente a invasão da Ucrânia pelos militares russos fosse impedida de entrar nos EUA, na UE e no Reino Unido "durante 20 anos".

Ao contrário, "uma forma simples" de evitar ser sancionado seria a de se declarar abertamente contra a invasão da Ucrânia e de "parar de apoiar o regime de Putin com palavras, atos e dinheiro".

Navalny lançou também um desafio:

Apelo aos eleitores e eleitos na União Europeia, no Reino Unido e nos EUA, a fazerem pressão sobre os executivos, a forçá-los a acabar com a demagogia e a introduzir sanções pessoais massivas contra os ladrões de Putin.

Estas declarações foram proferidas quando a UE se prepara para estudar a partir do fim de agosto uma interdição de vistos para todos os russos. Em março, Navalny foi condenado a nove anos de prisão, por acusações de fraude, que considerou forjadas.

Detenção de Navalny

Navalny tinha sido detido em janeiro de 2021, ao regressar à Federação Russa, depois de ter sido tratado na Alemanha a um grave envenenamento, pelo qual responsabilizou o Kremlin.

A partir do estabelecimento prisional onde está, perto da cidade de Vladimir, a 200 quilómetros a leste de Moscovo, continua a transmitir mensagens aos seus advogados. A sua organização anticorrupção mantém uma lista de mais de seis mil dirigentes russos assisados de apoiar a invasão russa da Ucrânia.

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