Guerra Rússia-Ucrânia

Ativada proteção de emergência na central de Zaporijia e reator desligado

Ativada proteção de emergência na central de Zaporijia e reator desligado
ED JONES
Apesar dos bombardeamentos, a Rússia diz que a situação está controlada.

A central nuclear ucraniana de Zaporijia desligou esta quinta-feira um dos seus reatores devido aos bombardeamentos nos arredores, enquanto a Rússia, que controla a instalação, diz que a situação está "controlada".

“Como resultado de outro bombardeamento de morteiros pelas forças de ocupação russas no local da central nuclear de Zaporijia, a proteção de emergência foi ativada e a quinta unidade operacional de energia foi desligada”, informou a agência estatal ucraniana Energoatom.

A central nuclear, a maior da Europa e a terceira maior do mundo, já tinha sido desligada da rede na semana passada, por motivos que ainda não foram totalmente esclarecidos.

Numa altura em que se aguarda a chegada ao local de uma missão de especialistas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) da ONU, o Ministério da Defesa russo disse que a situação em Zaporijia está "sob controlo".

“A situação em torno da central nuclear é complicada, mas está sob controlo”.

A nota reitera a disposição das forças russas em receber os inspetores da AIEA e garantir condições de segurança para que realizem o seu trabalho.

Antes, o exército russo acusou as tropas ucranianas de terem enviado uma equipa de "sabotadores" para as proximidades da central nuclear, no dia da visita da AIEA.

As autoridades pró-russas da região disseram que a missão da AIEA já entrou em território controlado pelo Exército russo na região de Zaporijia e que se dirige para Energodar, cidade vizinha da central.

Entretanto, o Comité Internacional da Cruz Vermelha pediu esta quinta-feira a suspensão de todas as operações militares em torno da central nuclear, alertando que um ataque seria "catastrófico".

“É altura de parar de brincar com o fogo e de tomar medidas concretas (…). O menor erro de cálculo pode causar estragos que lamentaríamos por décadas".

Uma coluna com cerca de 20 carros, metade destes identificados com as siglas da ONU, e uma ambulância, chegou à localidade de Zaporijia, localizada a cerca de 50 quilómetros em linha reta da central nuclear, ao início da tarde de quarta-feira.

A Rússia admitiu permitir que a AIEA estabeleça uma representação permanente na central nuclear de Zaporijia, acedendo às exigências de Kiev.

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