Guerra Rússia-Ucrânia

José Milhazes: "Este inverno vai mostrar a firmeza e a solidez da União Europeia"

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A análise de José Milhazes na SIC Notícias sobre os últimos acontecimentos na guerra da Ucrânia.

Volodymyr Zelensky poderá ser o primeiro líder internacional a reunir com a nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss.

O comentador da SIC, José Milhazes, considera que é um "sinal claro" do apoio do país à Ucrânia e recorda que Truss, enquanto teve a pasta dos Negócios Estrangeiros, sempre foi muito dura com a Rússia e esteve ao lado da Ucrânia. Milhazes acrescenta que não o surpreende que o primeiro contacto, após assumir o cargo de primeira-ministra, tenha sido com a Ucrânia.

Estes contactos acontecem numa altura em que se assiste a uma "chantagem tosca" por parte da Rússia, diz o comentador da SIC.

"O próprio Putin prevê o fim do Ocidente. (...) E este tipo de propaganda tosca e alguma dela até absolutamente, eu diria, brutal, vai continuar. Os dirigentes russos vão-se rir com os problemas da União Europeia durante o inverno."

A Rússia, como sabe que os “europeus não querem renunciar ao seu bem-estar em nome da sua segurança”, está à espera que os "movimentos sociais e políticos no interior da União Europeia façam com que esta rebente", diz Milhazes.

Este inverno vai mostrar a firmeza e a solidez da União Europeia.

Quanto à situação na central nuclear de Zaporíjia, Milhazes explica que o relatório, que confirma a possibilidade de catástrofe iminente, para a Rússia só vale "se tiver aquilo que ela quer"

No relatório não se devia escrever, para agradar ao russos, que há lá armamento militar dentro da central que a Rússia recusava reconhecer.

Tanto a Assembleia do Conselho de Segurança, como o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo dizem que o relatório "não lhes serve".

Milhazes espera que a limitação de atribuição de vistos, que poderá dificultar a entrada de russos na União Europeia, não seja "perigoso". Acredita que a União Europeia possa ser sensata ao ponto de apenas condicionar o acesso.

Não podemos fechar a porta a todos os russo. Seria um absurdo.

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