Guerra Rússia-Ucrânia

Ucrânia reconhece pela primeira vez ter atingido bases russas na Crimeia

Ucrânia reconhece pela primeira vez ter atingido bases russas na Crimeia
AP
O chefe do Estado-Maior do Exército ucraniano ameaçou prosseguir com ataques.

O chefe do Estado-Maior do Exército ucraniano, o general Valery Zaluzhny, reconheceu esta quarta-feira, pela primeira vez, que bases russas na Crimeia anexada foram atingidas por mísseis em agosto e ameaçou prosseguir estas operações.

A Ucrânia "efetuou com sucesso ataques de mísseis sobre bases militares do inimigo, designadamente no aeródromo de Saki", indicou num artigo publicado pela agência noticiosa pública Ukrinform.

No início de agosto diversas explosões atingiram este aeródromo russo situado na Crimeia, provocando um morto, vários feridos, e destruindo munições destinadas à aviação militar, entre outro material.

Kiev não tinha reconhecido oficialmente até ao momento a responsabilidade por este ataque, nem um outro que alguns dias mais tarde atingiu um depósito de munições no norte da Crimeia.

"A tarefa das Forças Armadas para 2023" consiste em prosseguir "o deslocamento das hostilidades" em direção a esta península, onde Moscovo dispõe de "importantes agrupamentos de tropas" para a sua invasão, acrescentou Zaluzhny.

O chefe militar, que raramente se exprime nos media, apelou para a continuidade do apoio militar do Ocidente, sobretudo através do envio de armamento de longo alcance.

O raio de ação dos mísseis de cruzeiro russos atinge os 2.000 quilómetros, enquanto o das forças ucranianas não ultrapassa os 100 quilómetros, segundo precisou o representante militar.

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