Guerra Rússia-Ucrânia

Zelensky diz que russos "estão em pânico"

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Ucrânia garante estar a fazer avanços no terreno.

Volodymyr Zelensky diz que os soldados russos estão a entrar em pânico e que só têm duas opções: deixar a Ucrânia ou render-se.

"Os ocupantes estão claramente em pânico", disse Zelensky no habitual discurso televisivo, acrescentando que agora está focado na "velocidade" nas áreas libertadas.

"A velocidade a que as nossas tropas se movem. A velocidade para restaurar a vida normal", disse Zelensky.

A Ucrânia anunciou em finais de agosto uma contraofensiva em Kherson, situada na costa do mar Negro, depois de romper a primeira linha de defesa das tropas russas.

O Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas indicou a 11 de setembro que as forças russas estavam a começar a retirar de várias localidades da região, movimentações que fizeram disparar as especulações sobre um possível ponto de viragem na guerra, já que até agora, os avanços feitos pelos forças ucranianas tinham sido muito escassos.

As primeiras vitórias da Rússia na fase inicial da guerra, que começou no final de fevereiro, foram precisamente cidades do sul e do leste da Ucrânia e, atualmente, as tropas russas controlam cerca de um quinto do território ucraniano.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 208.º dia, 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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