Guerra Rússia-Ucrânia

Presidente do Cazaquistão disposto a acolher refratários russos

Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokaiev e Presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokaiev e Presidente da Rússia, Vladimir Putin.
AP

O portal de notícias russo Meduza noticiou que o Kremlin está a considerar encerrar as fronteiras a pessoas em idade de mobilização.

O Presidente do Cazaquistão disse esta terça-feira que o país vai proteger os cidadãos russos que estão a fugir para território cazaque evitando a incorporação militar em curso na Rússia no quadro da campanha contra a Ucrânia.

"Nos últimos dias, muitas pessoas vêm da Rússia para aqui. A maior parte é obrigada a sair" do país vizinho, disse Kassym-Jomart Tokaiev, citado pelos meios de comunicação social russos.

"Temos de nos preocupar com eles e assegurar-lhe segurança", acrescentou o chefe de Estado do Cazaquistão, país aliado da Rússia mas que está manter distância sobre as questões relacionadas com a nova invasão iniciada no passado dia 24 de fevereiro.

Na segunda-feira, a Rússia esclareceu que as fronteiras permanecem abertas, respondendo desta forma a notícias de que poderiam ser encerradas para evitar a fuga de reservistas convocados para a guerra na Ucrânia.

“Não foram tomadas quaisquer decisões sobre este assunto até agora”, disse o porta-voz do Kremlin (Presidência), Dmitri Peskov, citado pela agência oficial TASS.

Peskov respondia a perguntas sobre se as autoridades tencionam decretar a lei marcial em algumas regiões fronteiriças e encerrar as fronteiras dessas zonas, uma possibilidade que não terá esclarecido se poderá ocorrer.

O portal de notícias russo Meduza noticiou que o Kremlin está a considerar encerrar as fronteiras a pessoas em idade de mobilização, depois de dezenas de milhares de russos terem deixado o país desde que o Presidente russo, Vladimir Putin, decretou uma mobilização parcial.

A proibição entraria em vigor após os referendos sobre a integração na Rússia nos territórios ucranianos parcialmente ocupados pelas tropas russas, que decorrem até esta terça-feira.

Apenas os cidadãos que receberem autorização escrita dos centros de recrutamento militar seriam autorizados a deixar o país, segundo a mesma fonte.

Para este fim, de acordo com o portal The Bell, os guardas de fronteira do Serviço Federal de Segurança (FSB) nos aeroportos receberam listas de russos a serem mobilizados.

O jornal Novaya Gazeta, que cita fontes do FSB, noticiou que cerca de 261.000 russos terão já atravessado a fronteira entre quarta-feira, dia do anúncio de Putin, e sábado.

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