Guerra Rússia-Ucrânia

Líder checheno defende que Rússia deve recorrer a armas nucleares

Ramzan Kadyrov, líder da Chechénia
Ramzan Kadyrov, líder da Chechénia
MIKHAIL METZEL

Ramzan Kadyrov é da opinião que “medidas mais drásticas devem ser tomadas” no que toca à guerra na Ucrânia.

O líder da República russa da Chechénia, Ramzan Kadyrov, defendeu este sábado o recurso a "armas nucleares de baixa potência" por parte da Rússia, para reforçar os esforços de invasão da Ucrânia.

"Na minha opinião, medidas mais drásticas devem ser tomadas, incluindo a declaração de lei marcial nas áreas de fronteira e o uso de armas nucleares de baixa potência", disse Kadyrov, numa mensagem na rede social Telegram, onde condenou o "nepotismo" no seio do exército russo.

"Devemos realizar a 'operação militar especial' no sentido pleno do termo, em vez de nos limitarmos a brincar", ironizou este líder, próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, que esteve presente na sexta-feira em Moscovo para a formalização da anexação de territórios ucranianos pela Rússia.

"Não devemos tomar decisões tendo em conta a 'comunidade ocidental-americana'", criticou o líder checheno, lembrando que o Ocidente pretende prejudicar a Rússia.

Kadyrov lamentou que o coronel-general russo encarregado das operações em Lyman, Alexandre Lapin, "não forneceu as informações necessárias" aos soldados encarregados da defesa desta cidade no leste da Ucrânia, da qual os russos anunciaram este sábado a sua retirada, alegadamente para "procurar melhores posições".

O líder checheno também criticou a cadeia de comando do exército russo, denunciando práticas de nepotismo.

"Não pode haver lugar para nepotismo no exército, especialmente nestes tempos difíceis", explicou Kadyrov.

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