Guerra Rússia-Ucrânia

Kiev volta a ser atacada por mísseis russos

Coluna de fumo na cidade de Kiev na sequência de novos ataques russos.
Coluna de fumo na cidade de Kiev na sequência de novos ataques russos.
GLEB GARANICH
Governo ucraniano avança que foram disparados pelo menos 40 mísseis de cruzeiro.

A capital ucraniana voltou esta segunda-feira a ser atacada por mísseis russos. Vários prédios e infraestruturas críticas foram atingidas e há registo de pelo menos uma morte.

A Ucrânia responsabiliza a Rússia por este ataque. Segundo o Governo ucraniano, foram disparados pelo menos 50 mísseis cruzeiro e várias infraestruturas de energia em Kiev e noutras cidades foram atingidas, causando cortes de eletricidade e água.

"Mais de 50 mísseis de cruzeiro X-101/X-555 foram lançados utilizando aviões Tu-95 e Tu-160" do norte do Mar Cáspio e da região russa de Rostov, disse a Força Aérea ucraniana na rede social Telegram, citada pela agência francesa AFP.

Para além de Kiev, foram registados ataques a instalações críticas na região de Kirovohrad (centro-sul), bem como em Vinnytsia (centro), enquanto na região de Lviv (noroeste) as defesas antiaéreas neutralizaram vários mísseis russos, disserem os meios de comunicação social ucranianos. Foram também relatados ataques na região de Zaporíjia (sudeste), onde se encontra a maior central nuclear da Europa, e na região de Chernigiv (sudoeste).

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, acusa a Rússia de “em vez de lutar no campo de batalha, combater contra civis".

"A Rússia não está interessada em negociações de paz, nem em segurança alimentar global. O único objetivo de Putin é a morte e a destruição", acrescentou.

Perto da estação de comboios foram encontrados restos de um drone kamikaze, que foram isolados pela polícia. As equipas de resgate continuam os trabalhos e tentam resgatar pessoas dos escombros.

A presidência da Ucrânia tinha alertado para a possibilidade de novos ataques russos contra as instalações de energia do país.

Este ataque à capital ucraniana acontece dias depois de a Rússia acusar a Ucrânia de um ataque em alarga escala à sua frota no Mar Negro, em Sebastopol, que conduziu à suspensão, por parte de Moscovo, à suspensão do acordo sobre a exportação de cereais.

A Rússia já tinha bombardeado em grande escala a infraestrutura de energia da Ucrânia depois de um ataque contra a Ponte da Crimeia, em 08 de outubro, que Moscovo atribuiu aos serviços secretos ucranianos.

A Ucrânia por sua vez não assumiu a responsabilidade pelos ataques na Crimeia e na base da Frota do Mar Negro. Os novos ataques russos acontecem ainda numa altura em que a Ucrânia efetua uma contraofensiva no sul e no leste do país, depois de ter recebido armamento dos seus aliados ocidentais.

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