Guerra Rússia-Ucrânia

Novos ataques em Kiev têm como alvo o abastecimento energético

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Ucrânia diz que várias cidades foram atacadas com mais de 50 mísseis russos.

A capital ucraniana voltou a ser atingida por vários mísseis russos. As autoridades locais confirmam que foram afetados alguns prédios, mas os principias alvos foram infraestruturas de energia que levaram milhares de ucranianos a ficaram sem luz e água.

A Ucrânia diz que dez regiões do país foram bombardeadas pela Rússia neste novo ataque em massa. Durante a noite e as primeiras horas da manhã terão sido disparados mais de 50 mísseis. A força aérea ucraniana garante que conseguiu intercetar a maioria.

Aquando dos ataques muitas das pessoas já circulavam na rua, a solução foi procurar refúgio nos abrigos e nas estações de metro. Em Kharkiv, também ocorreram várias explosões causando a paragem dos transportes.

"Forças Armadas da Federação Russa continuaram os ataques com armas de alta precisão e longo alcance por ar e mar contra o comando militar e os sistemas energéticos da Ucrânia. Os objetivos dos ataques foram alcançados. Todos os alvos propostos foram atingidos.", explica Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa Rússia.

Os ataques deixaram 80% dos habitantes sem abastecimento de água e 350 mil casas sem eletricidade.

Resposta da Rússia ao ataque de sábado

Estes bombardeamentos acontecem depois do ataque de sábado de drones ucranianos à frota russa na Crimeia. A ação militar de Kiev mereceu uma retaliação de Moscovo que suspendeu imediatamente o acordo para a exportação de cereais a partir do Mar Negro.

Apesar desta suspensão, o governo ucraniano garante que 12 navios com mais de 350 mil toneladas de cereais saíram hoje de portos ucranianos. A ONU e a Turquia apelam ao regresso ao acordo que mediaram e que estava em vigor há três meses.

Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia explica:

"Com o mecanismo conjunto que estabelecemos em Istambul, ajudámos a diminuir relativamente a crise alimentar global colocando em circulação pelo mundo 9,3 milhões de toneladas de cereais ucranianos. Embora a Rússia esteja hesitante nesta matéria, porque parece que não lhes foram dadas as mesmas oportunidades, continuaremos com os nossos esforços firmes de servir a humanidade.

O governo Francês admitiu estar a trabalhar num plano que prevê a abertura de rotas terrestres para a exportação de cereais através da Polónia ou da Roménia. Esta é uma forma de contornar a dependência das decisões da Rússia.

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