Guerra Rússia-Ucrânia

"Qualquer arma de guerra é letal e deve ser evitada", diz António Costa

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Ainda é preciso apurar o que se passou na Polónia, mas o chefe de Estado considera, desde já, que deve ser evitado o uso de armas.

Ainda ninguém sabe ao certo o que se passou ao final da tarde desta terça-feira na Polónia, mas uma coisa é certa: duas pessoas morreram na região de Przewodów, na Polónia, junto à fronteira com a Ucrânia. O primeiro-ministro português comentou o incidente, pedindo cautela mas sublinhando que considera que deve ser evitado o uso de armas.

“É preciso aguardar pela confirmação da origem dos mísseis. Mas há algo sobre o qual não é preciso esperar: qualquer arma de guerra é letal, deve ser evitada, não deve ser utilizada. Aquilo que é necessário, como disse na semana passada o Presidente Zelensky, esta é a hora de se construir a paz. A Rússia não pode ganhar a guerra, mas ganhar a guerra significa construir a paz”, disse António Costa.

Mais direto foi o ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, que afirmou que estamos perante uma “irresponsabilidade por parte do Presidente (russo, Vladimir) Putin, por parte das autoridades russas”.

"Se se confirmarem estas notícias [sobre a queda em território polaco de mísseis russos], não tenho ainda conhecimento, confirmação, mas se se confirmarem, representam mais uma irresponsabilidade por parte do Presidente Putin, por parte das autoridades russas e que, naturalmente, não ficará sem a devida resposta", disse à agência Lusa o chefe da diplomacia portuguesa.

Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse esta terça-feira que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas.

O porta-voz do Governo polaco, Piotr Mueller, não confirmou imediatamente esta informação, mas referiu que os principais líderes estavam a realizar uma reunião de emergência devido a uma "situação de crise", noticiou a agência Associated Press (AP).

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, convocou com urgência a Comissão de Segurança Nacional da Polónia após estes relatos, mas o porta-voz do Governo exortou os meios de comunicação a não publicarem "informações não confirmadas".

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