Guerra Rússia-Ucrânia

NATO realiza reunião informal na Noruega para antecipar cimeira de julho

O encontro é informal, pelo que não há possibilidade de tomada de decisões. O ministro português dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, vai participar na reunião.

NATO realiza reunião informal na Noruega para antecipar cimeira de julho
Olivier Matthys

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países da NATO reúnem-se esta quarta e quinta-feira em Oslo em preparação da cimeira de líderes em julho em Vilnius, na Lituânia, e enquanto estão a decorrer exercícios militares nos países vizinhos da Rússia.

Durante o primeiro dia da reunião está prevista uma cerimónia durante a tarde para homenagear as vítimas do terrorismo e do extremismo, com declarações do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, e a participação dos governantes dos 31 Estados-membros da Aliança.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, vai participar na reunião. O encontro é informal, pelo que não há possibilidade de tomada de decisões.

A reunião propriamente dita vai realizar-se na quinta-feira e está prevista uma conferência de imprensa do secretário-geral da Aliança Atlântica às 13:00 locais (12:00 em Lisboa).

O principal ponto do encontro ministerial vai ser a invasão da Federação Russa à Ucrânia, que começou há mais de um ano e que gerou instabilidade e agitou o panorama geopolítico.

Na Europa provocou a maior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial, segundo classificou a ONU.

Os 31 Estados-membros da NATO vão discutir o apoio que a organização prestou à Ucrânia desde o início da invasão e o mais recente apoio anunciado: o envio de caças, nomeadamente F-16, e a instrução de pilotos ucranianos.

Portugal faz parte do conjunto de países que está disponível para instruir os pilotos da Força Aérea da Ucrânia, mas não está equacionada a disponibilização de aeronaves de combate, uma vez que os 28 F-16 que o país detém estão empenhados para patrulhar o espaço aéreo português e em missões da NATO.

A reunião antecede a cimeira de líderes da NATO, em 11 e 12 de julho, na capital da Lituânia, onde é expectável que seja pedido um esforço acrescido à maioria dos Estados-membros para que invistam mais na área da Defesa.

Portugal foi o 9.º Estado-membro da organização que menos percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) dedicou à Defesa em 2022, embora se tenha aproximado ligeiramente da meta de 2% proposta pela NATO (1,38%) e preveja aumentar a despesa para 1,66% este ano - um objetivo que estava inicialmente traçado para 2024 -- e atingir os 2% até ao final da década.

A reunião em Oslo acontece na mesma semana em que arrancou o Arctic Challenge Exercise 23 (ACE 23), considerado o maior exercício aéreo dos aliados e parceiros da NATO este ano.

Noruega, Finlândia, Dinamarca e Suécia coorganizam o exercício que começou na segunda-feira e irá prolongar-se até 9 de junho.

Estas manobras envolvem cerca de 120 aeronaves e 2.700 efetivos de 14 países: Suécia, Suíça, República Checa, Finlândia, Reino Unido, Países Baixos, Dinamarca, Alemanha, França, Bélgica, Itália, Noruega, Estados Unidos e Canadá.