A maior barragem ucraniana foi bombardeada oito vezes, naquele que foi o maior ataque contra a infraestrutura energética ucraniana, revela Kiev. Várias cidades ficaram às escuras depois de disparados quase 100 mísseis e 60 drones. A maior parte foi abatida pelo sistema de defesa aéreo, mas não foi possível evitar um apagão em, pelo menos, nove regiões.
A ofensiva russa à barragem de Dnipro e às centrais de Zaporijia podem ter provocado, de acordo com as autoridades ucranianas, uma nova catástrofe ecológica no país.
Zelensky alerta para a importância de reforçar a defesa aérea e pede, por isso, mais apoio internacional.
No ataque, cinco pessoas morreram, mais de um milhão ficou sem luz, obrigando a Ucrânia a pedir energia a três países vizinhos - Polónia, Roménia e Eslováquia - enquanto a eletricidade não é restaurada.
Na resposta, a noite também não foi fácil em território russo. A Ucrânia intensificou os bombardeamentos na região de Belgorod onde, na semana passada, 16 pessoas morreram e quase 100 ficaram feridas. Desta vez, um ataque de drone a uma zona residencial e a outra de comércio fez mais duas vítimas mortais e, pelo menos, sete feridos.
A Rússia diz ter abatido, ao todo, 12 drones ucranianos junto à fronteira, mas como receia novos ataques anunciou que vai deslocar para locais mais seguros cerca de 9 mil crianças.
O Kremlin garantiu, entretanto, que retomou, perto de Bakhmut, a pequena cidade ucraniana de Ivanivske, na região de Donestsk, anexada pela Rússia em 2022. Era apontada como a última cidade que a Rússia precisava para avançar até Sloviansk e Kramatorsk.
