Guerra Rússia-Ucrânia

Receções pouco diplomáticas e polémicas sem fim: o histórico dos encontros entre Trump e Zelensky

O posicionamento dos Estados Unidos da América e da administração Trump em relação à guerra na Ucrânia tem sido inconstante. Imprevisíveis têm sido também os diferentes tratamentos de Donald Trump a Volodymyr Zelensky, durante os encontros entre ambos, ao longo dos tempos.

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O primeiro encontro entre Donald Trump e o presidente da Ucrânia aconteceu em setembro de 2019, em Nova Iorque, durante uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas e menos de seis meses após Volodymyr Zelensky, com alguma surpresa, ter vencido as eleições presidenciais ucranianas. 

Na altura ainda de fato e gravata, Zelensky referiu-se ao encontro como o melhor de sempre com o maior aliado da Ucrânia. Donald Trump estava mais ou menos a meio do primeiro mandato. A Ucrânia e a Rússia travavam uma guerra não declarada no Donbass desde 2014.  

O segundo encontro entre os dois líderes só aconteceria cinco anos depois, em setembro de 2024, em plena campanha para as presidenciais dos Estados Unidos - e quando o candidato republicano dava os primeiros sinais de desalinhamento com Kiev 

Um mês depois, o presidente da Ucrânia e o então presidente eleito Donald Trump encontraram-se em Paris numa reunião promovida por Emmanuel Macron para discutir a situação na Ucrânia.   

Em fevereiro de 2025, Trump, no início do segundo mandato, recebia Zelensky na Casa Branca pela primeira vez. Uma receção pouco diplomática e que gerou muita polémica. 

A receção ao presidente ucraniano contrastou com a passadeira vermelha que, menos de seis meses depois, Donald Trump estendeu a Vladimir Putin na cimeira do Alasca. O encontro terminou sem nenhum resultado prático, mas com a indicação de que, em troca da paz, a Ucrânia teria de ceder território.  

Menos de um mês depois, Donald Trump mudou outra vez radicalmente de opinião, falou na possibilidade da Ucrânia ganhar a guerra e de regressar às fronteiras de 1991.