A reunião na Casa Branca entre os presidentes norte-americano e ucraniano terminou com Donald Trump a afirmar que "é tempo" de um acordo de paz e sem anúncio sobre o fornecimento de mísseis Tomahawk pretendidos por Kiev.
Na rede social Truth, Trump afirmou que o encontro com Volodymyr Zelensky "foi muito interessante e cordial", mas que disse ao Presidente ucraniano, "que é tempo de parar com a matança e fechar um ACORDO", tal como também sugeriu "veementemente" ao Presidente russo, Vladimir Putin, que ordenou a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
O comentador da SIC, Luís Ribeiro, diz que Putin tentou e conseguiu “dinamitar” a reunião entre Trump e Zelensky.
“Em relação a este encontro parece-me claro que a montanha partiu um rato”, afirmou.
Luís Ribeiro relembra que nos dias anteriores à reunião, “Trump parecia apostado em vender os mísseis Tomahawk à Ucrânia”. Mas, depois do telefonema “que partiu de Vladimir Putin, Trump recuou e agora diz que já não vai entregar os mísseis e o que quer é paz na Ucrânia”.
Após a reunião com Trump, Zelensky afirmou à imprensa que ambos discutiram a questão dos mísseis de longo alcance Tomahawk, mas que foi combinado "não falar sobre isso porque (...) os Estados Unidos não querem qualquer escalada".
O encontro de Trump com Zelensky decorreu um dia após uma longa conversa telefónica entre os Presidentes norte-americano e russo, na qual Vladimir Putin avisou que se os Estados Unidos fornecerem mísseis Tomahawk à Ucrânia, tal constituirá uma "nova escalada" no conflito e afetará as relações entre Washington e Moscovo.

