Guerra Rússia-Ucrânia

Palácio presidencial da Ucrânia fica sem luz durante entrevista a Zelensky

A entrevista, dada ao jornal britânico The Guardian, foi interrompida por uma falha na eletricidade - algo comum num país em guerra há mais de três anos e meio.

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Volodymyr Zelensky diz que não tem medo de Donald Trump, porque a Ucrânia e os Estados Unidos não são inimigos. A entrevista, dada ao jornal britânico The Guardian, foi interrompida por uma falha na eletricidade - algo comum num país em guerra há mais de três anos e meio.

O jornalista britânico do The Guardian foi o mais surpreendido com a falha de energia. Luke Harding já deve ter dado dezenas de notícias sobre o conflito na Ucrânia, mas talvez nem ele, nem quem o ouve e lê, tenha pensado nas consequências concretas de mais de três anos e meio sob ataques constantes.

A cidade de Kherson, por exemplo - estratégica por estar próxima da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014 - foi recuperada pelas forças ucranianas nove meses depois da invasão.

É nos mais jovens que vive o maior trauma. Estudam em casa, já que as escolas foram arrasadas, e poucas oportunidades têm de normal convívio social, até porque só se sai à rua acompanhado do medo.

Com a guerra vem também o oportunismo. A agência ucraniana de combate à corrupção está a investigar um alegado esquema que envolve a Energoatom. A empresa estatal de energia atómica é suspeita de cobrar mais 10 ou 15% nos contratos com fornecedores privados - um pagamento que garantiria a vitória do concurso público. O antigo ministro da Energia é um dos suspeitos.