Guerra Rússia-Ucrânia

"É necessária uma paz digna": Zelensky pede fim da guerra em vez de cessar-fogo temporário

Durante uma visita oficial à Irlanda, o presidente ucraniano reafirmou que a paz dependerá das negociações entre os Estados Unidos e a Rússia, mas afirmou que qualquer decisão deve contar com a participação ativa da Ucrânia.

Loading...

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, encontra-se em visita oficial à Irlanda, onde foi recebido pelo primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.

Durante a visita, Zelensky apelou ao fim da guerra, sublinhando que não deve haver apenas uma cessação temporária das hostilidades, mas uma resolução definitiva do conflito.

O líder ucraniano reafirmou que a paz dependerá das negociações entre os Estados Unidos e a Rússia, mas afirmou que qualquer decisão deve contar com a participação ativa da Ucrânia.

"O nosso objetivo comum é pôr fim à guerra, não apenas obter uma pausa nos combates. É necessária uma paz digna", declarou Zelensky.

Mais tarde, no parlamento irlandês, Zelensky dirigiu-se aos deputados, afirmando que a Rússia não conseguirá enfrentar o mundo sozinha e que a paz pode estar mais próxima do que se imagina.

"Neste momento, a Ucrânia está mais perto da paz do que nunca e há uma oportunidade real, mas temos de aproveitar esta oportunidade na totalidade. O mundo é uma comunidade de nações que torna a paz verdadeiramente duradoura. Geograficamente grandes ou pequenas, economicamente poderosas ou não, quando todas estas vozes se unem pela justiça, pelos povos livres, só há um resultado possível. A paz e a justiça devem prevalecer", afirmou Zelensky.
"Quando existe uma verdadeira comunidade de nações do nosso lado, não podemos ser esmagados e os nossos direitos podem ser restaurados. Ninguém pode destruir o mundo sozinho, nem mesmo a Rússia, nem mesmo com os seus poucos amigos. Ninguém pode mentir ao mundo inteiro para sempre, nem mesmo Putin", disse ainda.

Durante a visita, o governo irlandês anunciou um pacote de apoio à Ucrânia, no valor de 100 milhões de euros para assistência militar não letal e outros 25 milhões para responder a necessidades energéticas urgentes do país.