Na análise do coronel Carlos Mendes Dias, o impasse em torno dos 140 mil milhões de euros depositados maioritariamente na Euroclear expõe receios jurídicos, limitações impostas pelos tratados europeus e potenciais riscos para a estabilidade do euro, enquanto cresce o debate sobre a legalidade do confisco destes bens.
Além do potencial impacto jurídico, há ainda o alerta para as consequências económicas e reputacionais. Uma eventual batalha legal envolvendo a Euroclear poderia fragilizar tanto a confiança no sistema financeiro europeu como a própria estabilidade do euro.
Para o coronel, a prudência belga é compreensível num contexto em que a União Europeia (UE) tenta tornar legal o que, por princípio, nasce como uma medida de exceção com fundamentos frágeis.
A Rússia está a preparar "um pacote de contramedidas" para responder à possibilidade de a UE usar os fundos russos congelados para financiar a Ucrânia, anunciou hoje a diplomacia russa.

