Parte da celebração do dia das Forças Armadas da Ucrânia foi vivida em silêncio, numa evocação aos militares mortos em combate. Apesar de não haver dados oficiais, estima-se que o número de soldados ucranianos mortos desde fevereiro de 2022 esteja perto dos 100 mil e que, do lado russo, haja ainda mais soldados caídos em combate.
Apesar das mortes de militares, de civis, dos feridos e da devastação provocada pela guerra que continua a deixar em suspenso a vida de milhões de pessoas - e apesar das reiteradas promessas de paz de Washington - não se vislumbra ainda um acordo que possa silenciar as armas.
Volodymyr Zelensky viaja segunda-feira para Londres, onde se vai encontrar com o primeiro-ministro britânico, o chanceler alemão e o presidente francês. Em paralelo, prosseguem as negociações entre a Ucrânia e os representantes norte-americanos, em Miami.
As conversações indiretas não resultaram, por enquanto, em passos concretos e, nos últimos dias, as posições têm-se mostrado mais inflexíveis.
Enquanto Vladimir Putin diz estar preparado para tomar o Donbass pela força e ameaça a Europa, cada vez mais preocupada com a lealdade do apoio da administração Trump à Ucrânia, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas afirma que é impensável qualquer plano de paz que resulte na cedência de território ucraniano a Moscovo.
De acordo com as Forças Armadas ucranianas, na madrugada deste sábado, Moscovo lançou 650 drones e mais de 50 mísseis sobre a Ucrânia. Há também registo de ataques de Kiev em território russo.
