Uma dezena de líderes europeus, incluindo representantes da União Europeia (UE) e da NATO, chegaram esta segunda-feira a Berlim para discutir os planos de paz para a Ucrânia com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com enviados dos Estados Unidos.
Zelensky chegou à capital alemã no domingo, tendo-se reunido previamente com os enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner (genro do Presidente Donald Trump).
Nas últimas horas, juntaram-se aos trabalhos liderados pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, os seus homólogo britânico, Keir Starmer; da Polónia, Donald Tusk; da Suécia, Ulf Kristersson; dos Países Baixos, Dick Schoof; da Noruega, Jonas Gahr Støre; bem como as chefes de Governo de Itália, Giorgia Meloni, e da Dinamarca, Mette Frederiksen, para além do Presidente francês, Emmanuel Macron.
Participam ainda na cimeira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, deverá igualmente participar por videoconferência.
Numa conferência de imprensa conjunta com Zelensky, antes do encontro, Merz defendeu que os Estados Unidos apresentaram em Berlim garantias de segurança jurídica e material "verdadeiramente notáveis".
O chefe de Governo alemão lembrou, contudo, que permanece por resolver a questão territorial exigida por Moscovo como condição para a paz.
O chanceler alemão destacou o "grande impulso diplomático" dos últimos dias, possivelmente o mais significativo desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, e apontou para uma "oportunidade real" de avanço no processo de paz.
Zelensky confirmou progressos nas discussões e expressou esperança de que os Estados Unidos continuem a mediar com Moscovo e a apresentar propostas que permitam abordar a disputa territorial num futuro próximo.


