Guerra Rússia-Ucrânia

Zelensky confirma que vai a Berlim para negociações sobre guerra na Ucrânia

Está previsto que o Presidente da Ucrânia se encontre com Friedrich Merz, chanceler alemão, Steve Witkoff, enviado especial do Presidente norte-americano, e as delegações que há semanas trabalham num possível acordo de paz com a Rússia.

Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia
Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia
Isabel Infantes/Reuters

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou este sábado que estará em Berlim para a ronda de negociações sobre a Ucrânia que se realizará na capital alemã.

"Estamos a preparar as reuniões dos próximos dias com os Estados Unidos e os nossos amigos europeus. Haverá muitos eventos em Berlim", declarou Zelensky na sua habitual mensagem vespertina diária.

Entre os encontros que se espera que Zelensky mantenha em Berlim, está o previsto com o chanceler alemão, Friedrich Merz, embora não tenha sido ainda confirmado se se realizará no domingo ou na segunda-feira.

Estarão também presentes Steve Witkoff, o enviado especial do Presidente norte-americano, Donald Trump, e as delegações que há semanas trabalham num possível acordo de paz com a Rússia, com garantias de segurança para a Ucrânia, para pôr termo à guerra iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão russa do país vizinho.

O chefe de Estado ucraniano tornou a insistir que é fundamental que a Rússia não possa voltar a invadir a Ucrânia.

"A nossa posição negocial é forte, porque mantemos as nossas posições na linha da frente, com a nossa indústria de armamento e com a nossa estabilidade interna", argumentou.

"O mais importante são os meus encontros com representantes do Presidente [Donald] Trump, bem como com os nossos parceiros europeus e muitos políticos com quem debaterei sobre os fundamentos da paz, sobre um acordo político para pôr fim à guerra", afirmou Zelensky.

Destacou igualmente a aprovação de novas sanções contra 656 navios que fazem parte da chamada "frota fantasma" da Rússia, utilizada por Moscovo para contornar as sanções internacionais.