Em 2024, os líderes europeus concordaram em usar os juros gerados pelos ativos russos congelados pelas sanções impostas a Moscovo devido à guerra na Ucrânia para financiar o apoio a Kiev.
No entanto, utilizar diretamente esses ativos para um empréstimo à Ucrânia é um passo muito mais complexo do ponto de vista político, legal e económico.
A possibilidade que se coloca agora é que a União Europeia utilize esses ativos, que ultrapassam os 200 mil milhões de euros, sob a forma de empréstimo e que depois empreste à Ucrânia 90 mil milhões de euros, que Kiev só devolveria caso Moscovo aceitasse pagar reparações de guerra.
A Bélgica considera este passo demasiado arriscado. Vladimir Putin já afirmou que a utilização destes ativos, quase todos provenientes do Banco Central da Rússia, seria equivalente a um roubo e ameaça retaliar.

