Guerra Rússia-Ucrânia

Ucrânia reporta primeiros ataques à rede elétrica desde trégua, Rússia nega

Segundo a empresa estatal de eletricidade da Ucrânia, provocaram apagões em várias nas regiões. Moscovo nega os ataques, afirmando ter como alvo os transportes.

Ucrânia reporta primeiros ataques à rede elétrica desde trégua, Rússia nega
Kateryna Klochko

A empresa estatal de eletricidade da Ucrânia, Ukrenergo, reportou esta segunda-feira ataques russos contra as infraestruturas energéticas, que provocaram apagões em várias regiões dopais, apesar de a Rússia garantir que mantém a trégua combinada na quinta-feira.

Segundo as autoridades ucranianas, estes foram os primeiros ataques russos a instalações energéticas do país desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, na quinta-feira, que o seu homólogo russo, Vladimir Putin, se tinha comprometido com uma trégua temporária sobre tais bombardeamentos.

Os ataques, relatou a empresa estatal de eletricidade da Ucrânia, provocaram apagões nas regiões de Sumi e Kharkiv (nordeste), Dnipropetrovsk (centro-leste) e Cherkasy (centro).

Moscovo nega os ataques, tendo o Ministério de Defesa garantido que, apesar de o prazo da trégua acordada ter terminado no domingo, os militares continuam a poupar as infraestruturas energéticas, preferindo ter como alvo os transportes.

"Aeronaves táticas, drones de ataque, forças de mísseis e artilharia de grupos militares russos atacaram alvos da infraestrutura de transporte usados pelo exército ucraniano", afirmou o comando militar russo no seu relatório diário de guerra.
"Estes são os primeiros ataques russos a instalações de transporte utilizadas pelo exército ucraniano", adiantou.

Segundo o Ministério da Defesa, as forças russas também atacaram "depósitos de munições e drones, postos de comando e instalações temporárias das Forças Armadas da Ucrânia e de mercenários estrangeiros em 147 locais".

Na sexta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reconheceu que a Rússia cessou os seus ataques às infraestruturas energéticas após o acordo mediado pelos Estados Unidos, afirmando que Moscovo intensificou, no entanto, o bombardeamento de instalações logísticas.

De acordo com a Ucrânia, os ataques às infraestruturas de transporte causaram inúmeras vítimas, como o ataque de domingo a um autocarro que transportava mineiros em Dnipropetrovsk, que matou 12 pessoas, e o ataque a um comboio em Zaporijia, que resultou em cinco mortos.