Incêndios em Portugal

UNESCO vai reavaliar classificação de Geoparque atribuída à Serra da Estrela

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Arderam já 15 mil hectares de área protegida.

Para o ano, a UNESCO vai reavaliar a classificação de Geoparque mundial atribuída à Serra da Estrela. Mas uma desclassificação só por causa do fogo é pouco provável.

Vista de longe, a beleza do vale glaciar do Zêzere, em Manteigas, parece a mesma de sempre. Mas, de perto, fica evidente a marca que o último fim-de-semana de fogo ali deixou.

"Ainda não conseguimos ter noções exatas daquilo que perdemos, mas este fogo percorreu ilhas de valor ecológico muito importante. Algumas das quais praticamente únicas", disse Manuel Franco, da Associação dos Guardiões da Serra da Estrela, considerando o valor das perdas "incalculável".

É o caso de um azinhal, em Verdelhos, com património genético considerado raro que ardeu totalmente. A regeneração vai depender da intensidade com que o fogo lá passou.

O fogo cruzou o Geoparque de um lado ao outro. Há perdas na vegetação, mas também se perderam espécies animais características. A UNESCO, que atribuiu a clssificação, vai reavaliar o processo em breve, como faz recorrentemente.

Isto é a prova do falhanço absoluto da estratégia de gestão de paisagem. E, portanto, algo tem que mudar porque se não essa classificação pode, por ventura, vir a estar em risco.

À SIC, e por escrito, a comissão nacional da UNESCO garante que a classificação não se deve perder apenas por causa do fogo. Para a reavaliação, há uma equipa das Nações Unidas que deve ir à Serra da Estrela avaliar se houve estragos no património geológico.

As associações de defesa da serra esperam que surjam pressões para que se altere a gestão do património natural.

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