Isabel II

"A única figura consensual no Reino Unido morreu"

Opinião

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O reinado de Carlos III poderá ser de "transição para aquilo que será, eventualmente, a maior mudança geracional" na monarquia britânica, considera Germano Almeida, comentador da SIC.

Em dois dias o Reino Unido mudou de chefe de Governo e de rei e, nesta altura, será fundamental perceber os primeiros sinais do que vai ser o reinado de Carlos.

Será naturalmente diferente do reinado da mãe e poderá ainda ser um "reinado de transição para aquilo que será, eventualmente, a maior mudança geracional", diz o comentador da SIC Notícias, Germano Almeida.

Carlos III, de 73 anos, é agora rei de Inglaterra. Foi considerado por centenas de historiadores o príncipe herdeiro mais bem preparado pelo tempo de espera, mas nem sempre uma figura popular no seio da monarquia britânica.

"A única figura consensual no Reino Unido morreu" na quinta-feira, era a rainha Isabel II que tinha a popularidade na casa dos 70-80%, esclarece Germano Almeida, "coisa que hoje em dia ninguém pode dizer que tem na vida pública".

A vida de Carlos, enquanto príncipe, ficou marcada por várias polémicas, entre elas a separação de Diana Spencer, em 1992, com a oficialização do divórcio em 1996 e a fraca aceitação dos ingleses, anos mais tarde, após o casamento com Camila Parker Bowles.

Há vários anos que os britânicos se questionam se o príncipe de Gales, agora rei, vai ou não abdicar do trono a favor do filho mais velho, tendo em conta que a popularidade de William é muito superior à do pai. Ainda assim, é esperado que o rei Carlos III faça uma governação mais aberta, com um estilo diferente da mãe.

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