A SIC em Tóquio

Quarentena, teste diário e muitas horas no aeroporto. A chegada da SIC a Tóquio

Enviados SIC

Mário Cabrita

Mário Cabrita

Repórter de Imagem

Reportagem dos enviados da SIC aos Jogos Olímpicos

A poucos dias dos Jogos Olímpicos, são muitas as restrições para quem chega ao Japão. Quarentenas obrigatórias, testes diários e muitas horas no aeroporto para conferir documentos. A reportagem é dos enviados da SIC a Tóquio, Miguel Guerreiro e Mário Cabrita.

Aterrar no Japão é entrar numa realidade de regras onde a educação e o respeito dispensam as palavras. Dificilmente encontramos noutro qualquer aeroporto do Mundo uma patrulha de limpeza tão alinhada à espera de cumprir ordens.

O país está fechado ao turismo. Tóquio prolongou o estado de emergência até setembro, mas prepara-se para receber o maior evento desportivo do planeta sem público, mas com atletas, dirigentes, organização e media.

Todos aterram já devidamente credenciados, munidos de documentos, com resultados de testes feitos 96 e 72 horas antes da partida, formulários, registos e autorizações, papeis a que se juntam novos papéis. Tudo verificado e revisto em várias fases do processo de desembarque.

Também há aplicações para telemóvel. Permitem o controlo constante de localização de quem entra no país. A instalação é obrigatória e é mais uma etapa de verificação que demora.

Sempre que algum dos requisitos falha a engrenagem engasga-se. Basta haver um engano na etiqueta que identifica a análise à saliva e acrescenta-se uma hora na espera pela receção dos resultados.

O desembarque fica concluído com revista à bagagem, feita na alfândega bem protegida contra vírus, mas logo a seguir alguém sem luvas consulta um telemóvel que veio de fora para tratar do transporte para os respetivos hotéis.

6 horas e meia depois da aterragem e após 17 horas de viagem, táxis requisitados pela organização levam os passageiros um a um.

Pela frente uma quarentena obrigatória de 14 dias. Mas ao quinto, quem tem acreditação Tokyo 2020, já pode sair por um período curto do dia, apenas para ir a um espaço que pertença aos Jogos Olímpicos e num transporte oficial.

Nos primeiros quatro dias, sair do quarto só para vir à porta recolher lençóis e toalhas ou então por ordem de um delegado de saúde descer à receção do hotel para mais um teste PCR.

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