Operação Lava Jato

Tribunal autoriza transferência de Lula da Silva para prisão de Tremembé

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A prisão em São Paulo é o local onde vários autores de crimes mediáticos no país cumprem pena.

O juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci determinou hoje que o ex-Presidente brasileiro Lula da Silva irá cumprir pena na prisão de Tremembé, no interior de São Paulo, não tendo a data da transferência sido anunciada.

Segundo a decisão, a que a Lusa teve acesso, o coordenador e corregedor do Departamento Estadual de Execuções Criminais de São Paulo autorizou a transferência do antigo chefe de Estado para a penitenciária II de Tremembé, Vale do Paraíba, no interior do estado paulista.

No despacho, o juiz aborda a decisão da juíza Carolina Lebbos, que atendeu um pedido da Polícia Federal do Paraná para a transferência do membro do Partido dos Trabalhadores (PT), que continuará a cumprir o restante da pena de oito anos e dez meses de prisão.

A prisão de Tremembé é apelidada no Brasil de "presídio dos famosos", sendo o local onde cumprem pena vários autores de crimes mediáticos no país.

O documento não especifica se Lula da Silva cumprirá a pena numa sala especial, como acontece onde atualmente está detido, na sede da Superintendência da Polícia Federal na cidade de Curitiba.

A pena aplicada contra o antigo chefe de Estado brasileiro diz respeito a um caso julgado em três instâncias da justiça brasileira num processo da operação Lava Jato sobre a posse de um apartamento de luxo na cidade do Guarujá, alegadamente dado ao ex-Presidente como pagamento de suborno pela construtora OAS.

Segundo informações da imprensa local, a defesa do ex-Presidente discordou do pedido de transferência e defendeu que Lula da Silva deveria ser colocado numa unidade militar até ao julgamento de um pedido de liberdade provisória que está a ser analisado no Supremo Tribunal Federal (STF).

O jornal brasileiro O Estado de S.Paulo refere que a defesa de Lula da Silva irá recorrer da decisão, sendo que para os seus advogados, a decisão da juíza Carolina Lebbos "representa um aprofundamento do regime penal em que ele se encontra".

Lusa

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