Legionella

Água não deverá ser a causa do surto de legionella 

Carlos Morais

Carlos Morais

Repórter de Imagem

Lúcia Amorim

Lúcia Amorim

Editora de Imagem

Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Matosinhos são os três concelhos mais afetados pelo surto.

A Câmara de Vila do Conde descartou esta quinta-feira a possibilidade de infeção através da água de consumo. É o que revelam as análises feitas em outubro à rede de abastecimento, que não detetaram a presença da bactéria.

Mas a autarquia pediu novas análises e os resultados devem ser conhecidas nos próximos dias. Também a Câmara de Matosinhos já tinha afastado essa hipótese de contaminação.

A autarca vilacondense diz que está a apoiar as autoridades de saúde tanto quanto é possível, porque há falta de meios humanos na Delegação de Saúde local. Elisa Ferraz diz que há cinco técnicos para lidar com a pandemia e agora com o surto de legionella, num concelho com 80 mil habitantes.

Com a origem do contágio ainda por identificar, as atenções continuam centradas nas análises às torres de arrefecimento de fábricas e centros comerciais. O Ministério Público já anunciou a abertura de um inquérito para apurar as causas do surto, que já fez sete mortos e levou aos hospitais mais de 70 pessoas.

Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Matosinhos são os três concelhos mais afetados pelo surto de legionella, que teve o primeiro caso detetado no dia 29 de outubro. No Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde, no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e no São João, no Porto, permanecem internadas 39 pessoas.

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