Orçamento do Estado

OE2023: Medina garante "disponibilidade" para negociar com PAN e Livre

O ministro das Finanças, Fernando Medina, no Parlamento.
O ministro das Finanças, Fernando Medina, no Parlamento.
JOSÉ SENA GOULÃO

Deputada única do PAN anunciou esta quinta-feira que irá abster-se na votação na generalidade da proposta do OE.

O ministro das Finanças, Fernando Medina, anunciou esta quinta-feira a disponibilidade para negociar e "melhorar" a proposta do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) com o PAN e o Livre, na fase da especialidade.

A posição de Fernando Medina foi transmitida durante a fase de pedidos de esclarecimento ao Governo, na abertura do segundo dia do debate da proposta do OE2023, no Parlamento.

Questionado pela deputada única do PAN, Inês Sousa Real, sobre as medidas de apoio às prestações do crédito à habitação, e pelo deputado único do Livre, Rui Tavares, sobre se estará disponível para obrigar a banca a adotar uma taxa fixa para os clientes que o desejarem, Fernando Medina afirmou que haverá "espaço à negociação na especialidade".

"Quero confirmar a total disponibilidade para aprofundar as várias matérias que possam melhorar a proposta do Orçamento e aproximar das preocupações que o PAN tem", disse.

O ministro das Finanças garantiu ainda ter a mesma disponibilidade para negociar com o Livre, que afirmou não confundir "com outros posicionamentos políticos".

"Haverá disponibilidade em sede de preparação de especialidade para podermos encontrar melhores soluções, indo ao encontro de preocupações comuns", vincou.

A deputada única do PAN, Inês Sousa Real, anunciou esta quinta-feira que irá abster-se na votação na generalidade da proposta do OE, considerando que "faz avanços", e espera abertura para diálogo na especialidade, tal como o Livre, que condiciona o voto final de um "compromisso sério" do Governo em "propostas de alteração substantivas".

Por outro lado, perante as críticas do deputado social-democrata Duarte Pacheco, que acusou o Governo de fazer uma "trapaça orçamental", Fernando Medina ripostou que "ninguém acredita" na política defendida pelo PSD, de redução do défice e dívida, aumentando apoios e pensões ao "máximo". Para o ministro da tutela, um "projeto político assente nesse discurso não tem credibilidade".

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