Orçamento do Estado

Especialistas alertam: folga no Orçamento do Estado não é suficiente para aumento extraordinário das pensões

Vários especialistas alertam que a folga prevista no Orçamento do Estado não é suficiente para financiar um aumento extraordinário das pensões, lembrando que há outras despesas sociais prioritárias a absorver parte significativa dos recursos.

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Segundo o orçamento, a despesa com pensões deverá representar cerca de 65% das prestações pagas pela Segurança Social, mas para os especialistas este montante não permite pensar num aumento extraordinário sem ponderar outras variáveis.

O pedido de um aumento extraordinário das pensões partiu do social-democrata e comentador da SIC, Marques Mendes, dirigido ao governo liderado por Luís Montenegro, também do PSD. No entanto, o apelo desencadeou reações entre os especialistas, que recomendam cautela e sublinham a necessidade de rever as fórmulas e decisões políticas antes de avançar com novas propostas de aumento.

Em termos concretos, mais de 75 mil trabalhadores que se aposentaram no ano passado recebem uma pensão abaixo de 720 euros mensais, ficando aquém do salário mínimo nacional.

A realidade reforça os argumentos em favor de uma revisão, mas os especialistas alertam que qualquer alteração deve considerar o equilíbrio entre as necessidades atuais dos pensionistas e a sustentabilidade das contas públicas a longo prazo.