Protestos em Hong Kong

TikTok anuncia suspensão do serviço em Hong Kong

TikTok, aplicação móvel.

Dado Ruvic

O TikTok tinha 800 milhões de utilizadores, em janeiro, em todo o mundo.

Os residentes de Hong Kong vão deixar de poder usar a rede social de partilha de vídeos TikTok, no âmbito da lei de segurança nacional imposta pelo regime chinês, anunciou hoje a empresa.


"À luz dos eventos recentes, decidimos suspender a aplicação TikTok em Hong Kong", disse um porta-voz do grupo chinês de tecnologia ByteDance, citado pela agência noticiosa France-Presse.


A suspensão completa deverá ser feita dentro de alguns dias, segundo o grupo que detém o TikTok.


Facebook, Google e Twitter confirmaram na segunda-feira que não vão responder aos pedidos de informações sobre os seus utilizadores por parte do Governo e autoridades de Hong Kong, por respeito à liberdade de expressão.


As quatro plataformas globais disseram que as suas equipas estão a analisar a controversa nova lei.


Hong Kong, antiga colónia britânica que regressou à China, em 1997, com a condição de que certas liberdades fossem mantidas, tem acesso ilimitado à Internet, ao contrário da China continental, onde redes sociais e vários órgãos de comunicações estrangeiros estão bloqueados.


A China aprovou a lei de segurança nacional de Hong Kong, na semana passada, visando punir "atos de secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras para pôr em risco a segurança nacional".


O documento surgiu após repetidas advertências do poder comunista chinês contra a dissidência em Hong Kong, abalada em 2019 por sete meses de manifestações em defesa de reformas democráticas e quase sempre marcadas por confrontos com a polícia, que levaram à detenção de mais de nove mil pessoas.

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