Operação Marquês

Ministério Público rejeita manipulação no sorteio da Operação Marquês

MÁRIO CRUZ

Declaração surge após José Sócrates dizer que a distribuição do processo da Operação Marquês foi manipulada.

O procurador do Ministério Público Rosário Teixeira garantiu hoje, no debate instrutório da Operação Marquês, que não houve qualquer manipulação no sorteio do processo em setembro de 2014, atribuído na altura ao juiz Carlos Alexandre.


“É uma distribuição que é estranha a qualquer intervenção do MInistério Público. Foi no âmbito de regras aprovadas pelo Conselho Superior da Magistratura que foi feita a distribuição. Não há qualquer irregularidade no procedimento que foi feito em setembro de 2014”, disse o magistrado, em resposta à alegada manipulação, contestada pelas defesas de José Sócrates e de Armando Vara.

Sanada a questão do sorteio na fase de inquérito, o procurador debruçou-se sobre o mecanismo de investigação dos crimes económicos, nomeadamente a fase de prevenção do branqueamento de capitais, e a forma como as entidades e o MP seguem o dinheiro.

Rosário Teixeira começou por lembrar que a Operação Marquês partiu de uma comunicação do Banco de Portugal em 2013 relativa Carlos Santos Silva, arguido e amigo de José Sócrates, sobre os seus negócios, incluindo alguns imobiliários com a mãe do antigo primeiro-ministro.

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