Operação Marquês

Operação Marquês. Ivo Rosa caracteriza acusação como "vaga", "incoerente", "omissa" e "infundada"

O juiz de instrução diz que a onda de populismo não pode retirar garantias e direitos aos arguidos.

O juiz Ivo Rosa arrasou a acusação apresentada pelo Ministério Público no caso da Operação Marquês. "Vaga", "incoerente", "omissa", "infundada", foram alguns dos adjetivos que o juiz de instrução utilizou para classificar a tese do Ministério Público.

Durante vários minutos, Ivo Rosa preparou o público para o que estava para vir: diz o juiz que o tempo da opinião pública e da comunicação social não é o da justiça. A onda de populismo que varreu a Operação Marquês não pode retirar garantias e direitos aos arguidos.

Ivo Rosa argumentou que não se limitou a pôr uma chancela na acusação, a aceitar a convicção de que alguém é corrupto só porque tem amigos e influencia. É preciso muito mais, defendeu o magistrado, para acusar o ex-primeiro-ministro e os outros 27 arguidos de corrupção. É disso exemplo os favorecimentos do Grupo Lena.

A falta de prova direta fez cair por terra as alegações sobre o negócio do TGV. Sem testemunhas, sem escutas, só a relação entre Sócrates e Santos Silva não explica as alegadas luvas para o negócio projetado para Poceirão Caia.

E sobre os concursos das casas na Venezuela, Ivo Rosa acusa a falta de substância e a ausência de testemunhas venezuelanas. Quanto ao favorecimento do Grupo Espírito Santo, Ivo Rosa nada encontro na acusação para levar Salgado e Sócrates a julgamento, um como corruptor ativo e outro passivo. A mesma inconsistência encontro o juiz de instrução na influência de Sócrates no negócio da entrada da brasileira Oi.

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