Sporting campeão

Receção da equipa do Sporting na Câmara de Lisboa sem adeptos

Gualter Fatia

A informação é avançada depois dos festejos do título de campeão nacional terem acabado com ajuntamentos de milhares de pessoas e conflitos com a polícia.

Depois da polémica na noite de festejos leoninos, a Câmara Municipal de Lisboa apresentou um novo formato para as cerimónias de receção da equipa na autarquia, no próximo dia 20 de maio.

Ao contrário do habitual, desta vez a Praça do Município não estará aberta ao público.

O evento será exclusivamente privado, sem adeptos. Podem apenas comparecer convidados do Sporting, em número a determinar com as autoridades de saúde.

A cerimónia vai poder ser vista pela televisão. A ideia é que na praça estejam presentes as crianças das escolas das várias modalidades do Sporting.

Este novo formato foi acertado entre a autarquia e o clube de Alvalade, depois dos problemas nos festejos do título, que juntaram milhares de pessoas nas ruas de Lisboa.

JOSE SENA GOULAO

MAI pede inquérito à atuação da PSP

O primeiro-ministro António Costa revelou esta quarta-feira, no Parlamento, que o Ministério da Administração Interna pediu à Inspeção-geral da Administração Interna a abertura de um inquérito à atuação da PSP durante os confrontos nos festejos do Sporting, em Lisboa.

Depois de avançar com a informação, António Costa recusou "atirar pedras" ao clube, aos adeptos e à polícia.

"Vou fazer aquilo que qualquer político responsável nestas circunstâncias deve fazer, que é aguardar a informação, o apuramento e o esclarecimento dos factos para retirar as responsabilidades devidas sobre essa matéria", defendeu.

O primeiro-ministro fez o anúncio em resposta ao líder parlamentar do CDS, Telmo Correia, que quis saber "porque é que houve tão pouca informação, tão pouco planeamento, porque é que não se soube antes, porque é que o plano não foi divulgado antecipadamente, porque é que as coisas não estavam organizadas e previstas".

"Ontem aparentemente nada estava previsto", atirou o centrista, questionado se "há consequências ou não há consequências".