Sporting campeão

Festejos do Sporting. Câmara de Lisboa reconhece não ter visto e-mail da PSP

PSP enviou parecer negativo sobre os ecrãs gigantes junto ao Estádio José Alvalade.

Perdeu-se nos “corredores” da Câmara Municipal de Lisboa (CML) o parecer da PSP a recusar a instalação de dois ecrãs gigantes junto ao Estádio José Alvalade.

As imagens que “mancham” um jejum de 19 anos abriram um jogo de passa culpas que começa na PSP, passa pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo Ministério da Administração Interna.

A história, verdadeiramente, começa em 2011, ano em que foram extintos os Governos civis em Portugal. Porque era essa a entidade que decidia se as manifestações poderiam ou não ocorrer.

A juventude leonina antecipou o jogo de passa culpas e convocou uma manifestação para as imediações do Estádio José Alvalade.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa esclarece que as manifestações não carecem de autorização, apenas de uma simples informação ao município.

Esta não seria todavia uma manifestação clássica mas isso, que é óbvio, é ignorado neste jogo de passa culpas.

Assim que soube da alegada manifestação, a Câmara Municipal de Lisboa enviou o ofício para a PSP e para o Ministério da Administração Interna para que fossem fixadas as condições de segurança da dita iniciativa.

Depois disso - assegura a CML no mesmo comunicado - a autarquia recebeu duas informações da PSP que não colocavam em causa nem a manifestação sportinguista nem os adereços, os tais ecrãs, desde que os manifestantes cumprissem as normas de distanciamento em vigor.

Na véspera do jogo, quatro horas depois desse email, a PSP envia outro a pedir à CML que informasse o promotor que afinal os ecrãs não estavam autorizados.

Foi este email precisamente que andou perdido nos “corredores” da autarquia. No comunicado a CML reconhece que só deu por ele a 13 de maio, dois dias depois do jogo.

Antes do jogo, a autarquia e a PSP trocaram telefonemas mas, assegura o comunicado, nunca falaram dos ecrãs.

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