TAP: o futuro e as polémicas

Marcelo espera que investigação à TAP seja cabal mas rápida

"É vantajoso para a privatização da TAP que tudo o que houver a investigar seja investigado cabalmente mas também rapidamente", diz o Presidente da República. Esta terça-feira, a companhia aérea portuguesa foi alvo de buscas. Em causa está a suspeita de crimes como oferta e recebimento indevido de vantagem, burla qualificada e participação económica em negócio.

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O Presidente da República afirmou esta terça-feira esperar que a investigação que levou a buscas na TAP seja cabal, mas rápida, manifestando preocupação com a posição do Estado português no processo de reprivatização parcial da companhia aérea.

"É vantajoso para a privatização da TAP em geral que tudo o que houver a investigar seja investigado cabalmente mas também rapidamente", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta aos jornalistas, no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, no concelho de Cascais.

“O que importa é a posição de Portugal”

O chefe de Estado referiu que "uma operação como a privatização da TAP implica candidaturas, implica interesse de vários candidatos", e argumentou que, nesse contexto, "quanto menor for a dúvida sobre o que se passou, sobretudo há muito tempo, melhor é para a posição de Portugal".

"Quando se fala na TAP, o que importa é a posição de Portugal", defendeu o Presidente da República.

O diretor nacional da Polícia Judiciária confirmou a realização de buscas na TAP e noutros locais no âmbito de uma investigação liderada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) relacionadas com a privatização de 61% do capital da companhia aérea ao consórcio Atlantic Gateway em 2015.

Com LUSA