Tragédia em Pedrógão Grande

Pedrógão Grande. 1.º dia de julgamento marcado por falta de condições da sala e greve de funcionários

Julgamento arrancou esta segunda-feira em Leiria.

Começou esta segunda-feira, em Leiria, o julgamento dos incêndios de Pedrógão Grande em 2017, que mataram 63 pessoas e feriram 44. A sessão ficou marcada por uma greve de funcionários judiciais e por falta de condições na sala.

Pouco depois de começar, a sessão foi interrompida devido à greve dos funcionários judiciais, que pararam entre as 10:00 e as 11:00.

Dos arguidos, fazem parte o ex-autarca de Castanheira de Pera, os presidentes de Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos, funcionários da EDP e da Ascendi, a responsável pela manutenção da nacional 236-1.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande que aceitou falar sobre a acusação acabou interrompido pela juíza por considerar que se tratava antes de um estado de alma.

O advogado de Valdemar Alves, autarca de Pedrogão, apontou o dedo ao primeiro-ministro e ao Presidente da República.

Nesta primeira sessão não havia espaço para o público e para os jornalistas estavam reservados apenas quatro lugares, insuficientes para a procura.

As próximas sessões foram marcadas para um espaço da Exposalão, no concelho da Batalha.