Vacinar Portugal

Chega pede investigação à PGR sobre a administração da vacina da AstraZeneca

Depois de serem conhecidos casos de coágulos no sangue.

O Chega pediu à Procuradoria-Geral da República uma avaliação sobre uma eventual negligência do Governo em incluir a administração da vacina da AstraZeneca no plano de vacinação depois de serem conhecidos casos de coágulos no sangue.

EMA CONFIRMA "POSSÍVEL LIGAÇÃO" ENTRE VACINA E COÁGULOS EM "CASOS MUITO RAROS"

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) confirmou esta quarta-feira a existência de uma "possível ligação", em casos "muito raros", entre a vacina da AstraZeneca e a formação de coágulos sanguíneos, mas reiterou que "os benefícios continuam a superar os riscos".

"A EMA encontrou uma possível relação [entre a vacina da AstraZeneca] e casos muito raros de coágulos de sangue incomuns com plaquetas sanguíneas baixas", mas "confirma que o risco-benefício global permanece positivo", informou o regulador.

Em concreto, o comité de segurança da EMA "concluiu hoje que coágulos de sangue invulgares com plaquetas sanguíneas baixas devem ser listados como efeitos secundários muito raros da Vaxzevria", nova denominação da vacina da AstraZeneca, tendo em conta "todas as provas atualmente disponíveis", acrescenta o regulador, numa alusão à investigação realizada nas últimas semanas.

Notando que "a covid-19 está associada a um risco de hospitalização e morte", a agência europeia adianta que "a combinação notificada de coágulos e plaquetas sanguíneas baixas é muito rara", pelo que "os benefícios globais da vacina" da AstraZeneca "superam os riscos de efeitos secundários".