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Covid-19. Gouveia e Melo preocupado com falta de vacinas

Meta da imunidade de grupo pode ter de ser adiada.

A vacinação dos maiores de 18 anos começa a 4 de julho. A data foi avançada pelo vice-almirante Gouveia e Melo no Parlamento.

O coordenador da task force deixou, no entanto, uma preocupação: a falta de vacinas pode comprometer a meta de 70% da população com uma dose a 8 de Agosto. Atingir a chamada imunidade de grupo pode atrasar 15 dias.

De 11 milhões de vacinas que tinha previsto para este 2.º trimestre, o vice-almirante viu chegar 7,2 milhões.

Garante que consegue acelerar o ritmo até 140 mil por dia, se houver vacinas.

A maior preocupação do vice-almirante Gouveia e Melo transmitida na audição parlamentar regular, que acontece numa altura em que pretendia estar a vacinar mais para poder atingir a meta da chamada imunidade de grupo.

A expetativa de 8 de agosto pode ter de ser adiada para depois e os 70% da população com uma dose ser conseguido apenas na terceira semana de agosto.

Mas já no início de julho, o coordenador do plano de vacinação quer avançar nas faixas etárias mais jovens.

Gouveia e Melo admite que a variante Delta é mais um fator de preocupação que obrigou a um esforço adicional na gestão das doses e do calendário para reduzir o prazo entre as duas tomas da AstraZeneca.

Com 47% da população com uma dose, o vice-almirante quer equilibrar a vacinação também a nível da distribuição pelas várias regiões do país.

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