Vacinar Portugal

Meta de 8 de agosto para imunidade de grupo comprometida

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Falta de vacinas pode atrasar 15 dias, diz Gouveia e Melo.

O problema não é a falta de capacidade para administrar vacinas. Gouveia e Melo diz que está a fazer tudo para acelerar o processo e admite até alargar horários dos centros de vacinação para ter até 140 mil vacinas por dia dadas em Portugal. Mas a falta de vacinas compromete a meta de 8 de agosto para ter os 70% da população com uma dose e atingir a chamada imunidade de grupo.


O vice-almirante revelou esta "preocupação", julgando "ser prudente dizer" que este objetivo poderá atrasar 15 dias, na audição que a Comissão de Saúde faz, regularmente, ao coordenador do Plano de Vacinação contra a covid-19 em Portugal e que está a decorrer, na manhã desta quarta-feira.

"Estou a fazer o que posso para otimizar o 'stock'", afirmou o responsável.

Na comissão, Gouveia e Melo disse ainda que há cerca de 47% da população vacinada com a primeira dose e 30% com a vacinação completa e adiantou que o ritmo de vacinação tem sido afetado por falta de vacinas suficientes.

"Não tem sido por falta de capacidade do sistema, mas pela disponibilidade de vacinas e pela regularidade na entrega", acrescentou.

O responsável adiantou que o ritmo de vacinação está acima das 100.000 vacinas por dia e, alargando os horários, será possível chegar às 140.000 por dia.

"Se tivermos vacinas para manter esse ritmo ele será mantido e, se possível, ultrapassado" afirmou Gouveia e Melo, acrescentando:

"Não está nas nossas mãos, nem nas da população, controlar as vacinas que recebemos", disse.