Vacinar Portugal

"É uma corrida contra o tempo": Gouveia e Melo em entrevista à SIC 

Coordenador da task force de vacinação contra a covid-19 admite que ritmo de contágio exige ritmo de vacinação, o que pode prejudicar a qualidade do processo.  

O vice-almirante Gouveia e Melo afirma que nas próximas duas semanas os sistemas de agendamento da vacina contra a covid-19 "vão ser postos ao rubro", o que se pode traduzir em longas filas nos centros de vacinação e aumento do tempo de espera da segunda dose.

Em entrevista no Primeiro Jornal, na SIC, o coordenador da task force admite que a qualidade do processo terá de ser trocada pelo ritmo de vacinação.

Ainda assim, espera que as filas nos centros de vacinação não sejam generalizadas, nem que o tempo de espera seja superior a uma hora. Para isso, têm sido implementados reforços, como o alargamento dos horários dos centros e a capacidade de vacinação.

Gouveia e Melo admite que as vacinas contra a covid-19 não têm chegado "ao ritmo que desejávamos" e que, a partir de agora, todas as que chegarem devem ser rapidamente administradas.

Reafirma o objetivo de chegar às 120 mil inoculações por dia, reconhecendo que isto vai exigir um esforço "muito grande", não só dos envolvidos no processo, como da população.

Sobre a vacinação na faixa etária entre os 18 e os 19 anos, diz que a preocupação é em termos de contágios e apela à racionalidade.

Na SIC, afirma que espera que Portugal atinja 70% da população vacinada com as duas doses na terceira semana de setembro.

"Isto é uma corrida contra o tempo", admite.

No fim da entrevista, o vice-almirante diz ainda que espera que cheguem mais vacinas, e reconhece que o "processo não é perfeito" e que "há adaptações a fazer".

  • Merkel: mãe e verbo da Alemanha moderna

    Angela Merkel

    Carinhosamente chamada pelos alemães de "Mutti" (mãe), protagonizou um estilo único de fazer política na Alemanha. Não era uma grande oradora, nem fazia discursos inspiradores, mas a postura pragmática valeu-lhe respeito e admiração. "Merkeln" passou a ser verbo na Alemanha, em alusão à forma como a chanceler toma decisões.

    Ana Luísa Monteiro