A vacinação em Portugal e no Mundo

Covid-19. Instituições já começaram a identificar sem-abrigo prioritários para a vacinação

As listas devem incluir todos os que vivem na rua ou em respostas de acolhimento temporário. 

O plano de vacinação para as pessoas em condição de sem-abrigo foi enviado às instituições na semana passada pelo Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA) de Lisboa.

Prevê que sejam priorizados todos aqueles que vivem na rua ou em respostas de acolhimento temporário, sendo que a vacinação deve começar pelas pessoas com mais de 50 anos e doenças de risco associadas.

A Associação Crescer explica que é importante incluir as pessoas em situação de sem-abrigo nos grupos prioritários de vacinação porque, além de estarem mais vulneráveis a nível socioeconómico, também têm maiores dificuldades de isolamento e, em muitos casos, doenças de risco associadas.

E acredita que, durante este processo, as instituições vão ter um papel fundamental: "Nós conhecemos as pessoas, conseguimos contactar as pessoas diariamente, temos muitas vezes nós próprios o contacto delas. Eu penso que será através das equipas que podemos fazer esse contacto. E podem também facilitar o transporte e o acompanhamento destas pessoas até aos locais de vacinação", refere Américo Nave, diretor-executivo da Crescer.