A vacinação em Portugal e no Mundo

Ligação da AstraZeneca a coágulos sanguíneos. "São poucas dezenas em milhões de doses administradas"

Entrevista SIC Notícias

Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, em entrevista na Edição da Tarde.

Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, alerta que as declarações do responsável pela estratégia de vacinação na Agência Europeia de Medicamentos (EMA), em que assume que há ligação entre a vacina da AstraZeneca e casos de tromboembolismos, não são uma conclusão definitiva nem oficial do regulador.

Em entrevista na Edição da Tarde, defende que se tomem medidas em relação à vacina só depois das conclusões oficiais da EMA, que deverão ser conhecidas nos próximos dias. E considera que é precoce especular sobre possíveis conclusões.

O investigador do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa explica:

"Estamos a falar de um subgrupo muito específico de eventos em que coágulos sanguíneos estão associados a uma baixa de plaquetas, o que clinicamente é um quadro grave, mas é muito raro".

"Os números são de poucas dezenas em milhões de doses de vacinas administradas", sublinha.

Ainda assim, se a relação causa-efeito for confirmada, o especialista esclarece que os planos de vacinação podem ser adaptados para as pessoas que forem mais vulneráveis à vacina da AstraZeneca contra a covid-19.

"Os benefícios superam largamente os riscos", realça Miguel Prudêncio.

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