Coronavírus

Há uma ligação entre a vacina da AstraZeneca e os coágulos sanguíneos, afirma responsável da EMA

Sergio Perez

Ainda não se sabe a razão porque acontece este efeito secundário.

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Um responsável da Agência Europeia do Medicamento (EMA) confirmou hoje a existência de "uma ligação" entre a vacina AstraZeneca/Oxford e os coágulos sanguíneos observados após a sua administração.

Numa entrevista ao jornal italiano Il Messaggero publicada hoje, Marco Cavaleri avançou o que se sabe até agora.

“Podemos dizer agora, é claro que existe uma ligação com a vacina. O que provoca essa reação, porém, ainda não sabemos (...) Resumindo, nas próximas horas vamos dizer: 'Existe uma ligação, mas ainda temos que perceber como isso acontece", afirmou o responsável pela estratégia de vacinas da EMA citado pela Agência France-Presse.

“Estamos a tentar obter um quadro preciso do que está a acontecer, definir exatamente essa síndrome decorrente da vacina", segundo o responsável da agência que deverá reunir-se para analisar este assunto ainda hoje e até 9 de abril.

A EMA veio entretanto garantir que ainda não chegou a uma conclusão definitiva que prove essa ligação.

Dúvidas sobre os efeitos secundários da vacina AstraZeneca

A vacina AstraZeneca / Oxford. tem suscitado algumas dúvidas e receios sobre possíveis efeitos secundários graves, mas raros, após a observação de coágulos sanguíneos em pessoas inoculadas com esta vacina.

Já foram identificados dezenas de casos, alguns dos quais resultaram em mortes. No Reino Unido, houve 30 casos e 7 mortes de um total de 18,1 milhões de doses administradas até 24 de março.

A 18 de fevereiro a EMA garantiu que a vacina da Oxford/AstraZeneca pode ser administrada a maiores de 65 anos

A 31 de março, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou que já tinham sido administradas na União Europeia mais de 9,2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, acrescentando que “não está provado nexo causal com a vacina, mas é possível”, sublinhando que os benefícios da vacinação contra o novo coronavírus ainda superam os riscos.

Por precaução, vários países suspenderam a administração da vacina abaixo de certa idade, como França, Alemanha, Países Baixos, Canadá. A Noruega e a Dinamarca suspenderam totalmente seu uso por enquanto.

Portugal chegou a suspender mas já retomou a inoculação. A Direção-geral da Saúde autorizou a inoculação das pessoas nesta faixa etária a 10 de março de 2021.

A AstraZeneca garante que não há “indícios de risco agravado” e assegurou no final de março que "a segurança do paciente é a principal prioridade”.

Vacinas contra a covid-19: as que estão a ser usadas e as que estão a caminho

Em menos de um ano desde que foi declarada a pandemia foram desenvolvidas várias vacinas em laboratórios por todo o mundo. A primeira vacina a obter autorização de emergência para inoculação foi a da Pfizer e BioNTech. O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar esta vacina e a iniciar a campanha de vacinação, em dezembro de 2020.

Mais de 2,77 milhões de mortos em todo o mundo

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.853.908 mortos no mundo, resultantes de mais de 131,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Os países que contabilizam um maior número de casos e mortes são os Estados Unidos, o Brasil, o México, a Índia e o Reino Unido.

Em Portugal, morreram 16.885 pessoas dos 823.494 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A grande maioria dos pacientes recupera, mas uma parte evidencia sintomas por várias semanas ou até meses.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global