Coronavírus

Vacina da Oxford/AstraZeneca pode ser administrada a maiores de 65 anos

Dado Ruvic / Reuters

Recomendação da Agência Europeia do Medicamento atualizada hoje.

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A Agência Europeia do Medicamento (EMA) recomenda a administração da vacina da Oxford/AstraZeneca a pessoas com mais de 65 anos, faixa etária para a qual ainda não havia resultados sobre eficácia.

No relatório da EMA pode ler-se:

"O benefício-risco do AZD1222 na indicação proposta é considerado positivo em adultos a partir de 18 anos de idade, incluindo idosos acima de 65 anos e aqueles com comorbidades".

OMS já tinha garantido eficácia para maiores de 65 anos

A Organização Mundial da Saúde afirmou a 10 de fevereiro que a vacina da AstraZeneca contra a covid-19 é eficaz para a população acima dos 65 anos. Os peritos da OMS acrescentam ainda que a vacina também mantém a sua eficácia contra as novas variantes do vírus.

A posição foi transmitida em conferência de imprensa, no seguimento de uma reunião do grupo realizada na segunda-feira, para analisar a eficácia da vacina.

Este esclarecimento é feito depois de vários países europeus, incluindo Portugal, terem recomendado a administração desta vacina apenas a pessoas com menos de 65 ou até 55 anos, pela falta de estudos acerca da eficácia nesta faixa etária.

O que recomenda a DGS

A Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que, até surgirem novos dados, a vacina da AstraZeneca deveria ser preferencialmente utilizada para pessoas até aos 65 anos de idade.

Numa norma divulgada no seu site, a DGS acrescentou, no entanto, que "em nenhuma situação deve a vacinação de uma pessoa com 65 ou mais anos de idade ser atrasada" se só estiver disponível esta vacina.

O esquema de vacinação com a vacina da AstraZeneca

Nas vacinas mRNA é introduzido no corpo um mensageiro de ácido ribonucleico (mRNA na sigla em inglês), que contém informação genética sobre o vírus e engana o corpo para que seja ele próprio a produzir a proteína do agressor.

Na norma divulgada, a DGS informa que o esquema vacinal recomendado para esta vacina da AstraZeneca é de duas doses com intervalo de 12 semanas e lembra que, se após a 1.ª dose for confirmada infeção por SARS-CoV-2, "não deve ser administrada a 2.ª dose".

África do Sul interrompe uso da vacina da AstraZeneca

A África do Sul interrompeu o uso da vacina da AstraZeneca no país depois de um estudo realizado por uma universidade sul-africana e da própria universidade de Oxford ter indicado que a vacina não é eficaz para a variante prevalente no país. Esta mutação, que torna o vírus mais contagiosos, está presente em mais de 40 países, incluindo Portugal.

O estudo indica que a vacina da AstraZeneca apenas tem 22% de eficácia contra casos ligeiros ou moderados de infeção pela variante da África do Sul. Um valor considerado baixo, quando comparado com os avançados pela Pfizer, pela Moderna e pela própria vacina da AstraZeneca noutras variantes – como a brasileira e a britânica.

Vacina AstraZeneca com "100% de proteção" para casos graves

A farmacêutica AstraZeneca anunciou na passada quarta-feira que os dados da fase final de ensaios clínicos da eficácia da sua vacina contra a covid-19 indicam que esta dá "100% de proteção" para casos graves, hospitalizações e mortes.

A conclusão consta de um estudo preliminar publicado pela Universidade de Oxford, que colaborou no desenvolvimento da vacina, elaborado a partir de dados da fase final de ensaios clínicos do imunizante.

O estudo indica não se terem registado casos graves ou de hospitalização de pacientes, 22 dias depois de administrada a primeira dose da vacina.

Vacina da AstraZeneca reduz transmissão do novo coronavírus após uma dose

O estudo da Universidade de Oxford, que deverá ser ainda validado por pares antes da publicação, revela não apenas que as pessoas vacinadas estão protegidas da doença, como são menos capazes de a transmitir a outras, noticia a agência France-Presse.

O estudo mostra uma eficácia de 76% contra infeções após a primeira dose da vacina, eficácia que se mantém por três meses. A eficácia aumenta para 82% após uma segunda dose tomada três meses depois.

Pandemia matou pelo menos 2,43 milhões de pessoas em todo o mundo

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.430.693 mortos no mundo, resultantes de mais de 109.857.920 casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os países mais afetados continuam a ser os Estados Unidos, o México, a Índia, o Brasil e o Reino Unido.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

VACINAÇÃO EM PORTUGAL E NO MUNDO

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