A vacinação em Portugal e no Mundo

Bélgica suspende vacina da AstraZeneca para menores de 55 anos

Marta Temido convocou uma reunião com os ministros da Saúde da UE no sentido de se chegar a um entendimento comum quanto aos esforços de vacinação.

A Bélgica decidiu esta quarta-feira suspender a administração da vacina da AstraZeneca aos menores de 55 anos. Até agora era dos poucos países a não levantar restrições à administração desta vacina.

A Holanda decide esta quinta-feira se mantém a suspensão, algo que também tinha sido feito pela Dinamarca e Noruega.

Os ministros da Saúde da União Europeia reuniram de emergência. Para esta reunião informal, a presidência portuguesa procurava uma "harmonização de posições entre os vários Estados-membros" para um "entendimento comum quanto aos esforços de vacinação" na União Europeia, para além de se "travar a propagação da desinformação".

EMA confirma "possível ligação" entre vacina e coágulos em "casos muito raros"

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) confirmou esta quarta-feira a existência de uma "possível ligação", em casos "muito raros", entre a vacina da AstraZeneca e a formação de coágulos sanguíneos, mas reiterou que "os benefícios continuam a superar os riscos".

"A EMA encontrou uma possível relação [entre a vacina da AstraZeneca] e casos muito raros de coágulos de sangue incomuns com plaquetas sanguíneas baixas", mas "confirma que o risco-benefício global permanece positivo", informou o regulador.

Em concreto, o comité de segurança da EMA "concluiu hoje que coágulos de sangue invulgares com plaquetas sanguíneas baixas devem ser listados como efeitos secundários muito raros da Vaxzevria", nova denominação da vacina da AstraZeneca, tendo em conta "todas as provas atualmente disponíveis", acrescenta o regulador, numa alusão à investigação realizada nas últimas semanas.

Notando que "a covid-19 está associada a um risco de hospitalização e morte", a agência europeia adianta que "a combinação notificada de coágulos e plaquetas sanguíneas baixas é muito rara", pelo que "os benefícios globais da vacina" da AstraZeneca "superam os riscos de efeitos secundários".