A vacinação em Portugal e no Mundo

Misturar vacinas contra a covid-19 aumenta probabilidade de efeitos secundários leves

Fabrizio Bensch / Reuters

Estudo no Reino Unido com as vacinas AstraZeneca e Pfizer.

Misturar doses das vacinas AstraZeneca e Pfizer contra a covid-19 aumenta a probabilidade de efeitos secundário leves e moderados em adultos, revela um estudo realizado no Reino Unido.

Calafrios, dores de cabeça e dores musculares foram relatados com mais frequência quando foram combinadas doses de vacinas diferentes, mas todas estas reações foram de curta duração e não foram levantadas outras questões de segurança.

"É uma descoberta realmente intrigante e não algo que estávamos necessariamente esperando", disse o professor Matthew Snape, do Oxford Vaccine Group.

O estudo Com-Cov, liderado pela Universidade de Oxford, foi lançado em fevereiro para determinar a possibilidade de combinar doses de vacinas diferentes: verificar se uma injeção diferente na segunda dose pode dar imunidade mais duradoura, melhor proteção contra novas variantes ou simplesmente permitir que as clínicas troquem vacinas em caso de falta de stocks.

O estudo recrutou 830 voluntários com mais de 50 anos e os primeiros resultados completos são esperados em junho, mas os dados preliminares já foram publicados numa carta na revista médica The Lancet.

Vacinas contra a covid-19: as que estão a ser usadas e as que estão a caminho

Em menos de um ano desde que foi declarada a pandemia foram desenvolvidas várias vacinas em laboratórios por todo o mundo. A primeira vacina a obter autorização de emergência para inoculação foi a da Pfizer e BioNTech. O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar esta vacina e a iniciar a campanha de vacinação, em dezembro de 2020.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

  • 8:23
  • 2:07