A vacinação em Portugal e no Mundo

Vacina da Moderna produz anticorpos contra a variante Delta

Gary Coronado / POOL

Anunciou a biotecnológica sediada no Massachusetts, nos Estados Unidos da América.

A vacinação contra o SARS-CoV-2 com o fármaco desenvolvido pela Moderna produz anticorpos contra a variante delta, anunciou a biotecnológica sediada no Massachusetts, nos Estados Unidos da América (EUA).

"A vacinação com a vacina covid-19 da Moderna produz títulos [um teste laboratorial que avalia a concentração] neutralizantes contra todas as variantes testadas, incluindo versões adicionais da variante beta (...) e das variantes delta", dá conta um comunicado divulgado pela biotecnológica.

De acordo com a nota, a vacina produzida pela Moderna também produz anticorpos contra as variantes do SARS-CoV-2 identificadas na Nigéria, Uganda e Angola.

Para concluir a eficácia do fármaco, explicita o comunicado, foram recolhidas "amostras de oito participante obtidas uma semana" depois de receberem a segunda dose.

A análise revelou "impacto mínimo em títulos neutralizante contra a variante alfa" e também "uma redução modesta em títulos neutralizantes contra a delta".

A Moderna acrescentou que está a desenvolver uma estratégia para combater "variantes emergentes".

Variante Delta deve tornar-se dominante em Portugal nas próximas semanas

A variante delta já é responsável por mais de metade das infeções pelo novo coronavírus em Portugal.

Os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Ricardo Jorge (INSA) mostram que, em apenas um mês, a variante associada à Índia registou uma "subida galopante" dos 4% em maio para os 55.6% em junho.

O investigador do INSA, João Paulo Gomes, acredita que a variante se deve tornar dominante no país em breve.

"Não é difícil prever que daqui a três semanas estaremos com valores entre os 70% e os 90% em todo o território nacional", explica.

A variante delta é mais transmissível e aumenta a probabilidade de internamento. Mas os especialistas lembram que as vacinas mantêm a eficácia contra formas graves da doença.

Variante Delta já é dominante em dezenas de países

A variante Delta é já dominante em dezenas de países. Para travar o contágio, foram repostas restrições e acionadas medidas extremas, como o confinamento de cidades inteiras.

Em França, a variante Delta é já a preocupação sanitária número um do Governo.

No Reino Unido, a variante Delta é dominante e representa 95% dos novos casos. Mas o primeiro-ministro aposta no reforço da vacinação para levantar restrições já em julho.

Na Rússia, há mais de 600 mortes diárias e mais de 151 mil doentes internados com covid-19. O Kremlin admite já que o falhanço de cumprir o objetivo de ter 60% da população vacinada no outono.

A situação mais difícil vive-se na capital Moscovo. Vigora a tolerância zero. A entrada em bares e restaurantes só com certificado de vacinação ou teste negativo.

Mas é na Ásia e no Pacífico que a nova estirpe mais preocupa as autoridades sanitárias. Para travar o contágio, a região chinesa de Hong Kong proibiu os voos diretos do Reino Unido já a partir do dia 1 de julho.

Na Austrália, e depois de Sydney, Brisbane e Darwin, Perth, na costa ocidental, tornou-se a quarta grande cidade em confinamento total.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a variante Delta está assinalada em, pelo menos, 85 países. Mesmo com as campanhas maciças de vacinação em curso, os especialistas admitem já novas vagas da atual pandemia.